É estimado que cerca de quatro em cada cinco selos usados na China possam ser falsos ou re-utilizados. O Correio chinês, não é preciso dizer, perde milhões de yuans em renda a cada ano. A mídia chinesa começou a dar destaque a este assunto no final do ano de 2004. Em anos recentes, tornou-se comumente excessivo o uso de falsos selos. Hoje, mais de 2/3 do total dos selos usados para pagamento da taxa postal são falsos ou tem uso forjado em alguma extensão. Estudantes, trabalhadores migratórios e pequenas companhias são aqueles que geralmente mais fazem uso do expediente. O material é produzido em gráficas clandestinas ou simplesmente selos genuínos são re-utilizados. Os selos falsos são vendidos em quase que todos os locais, incluindo até mesmo agências postais, além da existência de um mercado de atacadistas para o produto. Venda em escolas e nos campus universitários tammbém são muito comuns. O fato se alastrou de tal forma que hoje em qualquer local da China o uso de material fraudulento é maior do que o de material legal. As maiores estruturas desta “atividade” até aqui descobertas estavam localizadas em Cangnan, Jieyang, Guangdong, Langfang, Hebei, e Jinzhou. Do total de 10 cartas, pelo menos seis apresentavam selos falsos e dois apresentavam material re-utilizado. Logo, apenas 20% da correspondência pagava efetivamente a tarifa devida ao correio chinês. Em Beijing é comum nas escolas primárias e de ensino médio, os estudantes colecionarem selos usados, que são “limpos” com produtos químicos para que se retire os carimbos postais que indiquem sua utilização. Na localidade de Tongxiang, Zhejiang, um homem tinha desenvolvido um negócio de “reciclagem de selos”. Ele comprava envelopes usados com selos pagando três yuan por quilo, “reciclava” o material e depois colocava os selos no mercado para serem re-utilizados por 30% do valor facial. Quando as autoridades invadiram seu “escritório de reciclagem” havia nada menos do que 3 toneladas de envelopes para reciclagem e 36 quilos de selos usados já com a marca de utilização removida. Em Chongqing, polícia anotou o maior caso de falsificação. Envolvia dezenas de tipos de selos e contabilizava um valor facial total 160 milhões de yuans. Xiao Jianjun, o comerciante falsário, tinha empregado dois estudantes para lhe ajudar a fazer as chapas de impressão que permitissem a reprodução de selos raros com mais de 50 anos. Ou seja, o mercado de falso chineses, inclui um viés filatélico! Na Cidade de Longgang, foram apreendidos mais que 120.000 envelopes pré-franqueados com valor facial total de 3,48 milhões de yuans. Em outubro de 2004 em Shanghai a polícia descobriu uma outra gráfica que tinha falsos selos chineses em um total facial de oito milhões de yuans. Correio chinês emprega cerca de 495.000 trabalhadores e gerou lucro de 125 milhões de yuans.