1ª Parte
Os selos regulares sobre Flora Brasileira formam uma série básica de 21 valores,abordando 18 flores diferentes e foram emitidos no período de alta inflação monetária, anterior a implantação do Real (1989/94).
O padrão de moeda utilizado foi o Cruzado Novo(NCz$), o Cruzeiro(Cr$), e por ultimo o Cruzeiro Real (CR$). Estes selos e suas variedades especialmente as no padrão Cr$ e CR$, estão no momento, despertando bastante interesse por parte de colecionadores e comerciantes filatélicos, inclusive no exterior.
Alguns destes selos tiveram vida efêmera, circulando efetivamente por poucos meses, até serem recolhidos devido à mudança do padrão monetário. Assim tornou-se difícil encontrar algumas variedades, especialmente as de papéis foscos e com fosforescências nas diferentes tonalidades.Temos a certeza de que algumas destas variedades já são verdadeiras raridades filatélicas.Notamos, inclusive, razoáveis variações entre os preços consignados em Catálogos e os efetivamente cobrados para alguns destes selos e suas variedades, pelo comercio filatélico nacional e internacional, o que mostra que os valores de mercado não estão suficientemente consolidados.Alguns valores da série, inclusive, são difíceis de se encontrar, especialmente no mercado externo. Adicionalmente existem algumas variedades de papel e fosforescência que ainda não foram reportadas em Catálogos, outras foram reportadas, mas estão gerando incredulidade e duvidas, como é o caso dos selos de padrão Cruzeiro de 200,00 e 500,00 catalogados pela Editora RHM sob o Nº 684a e 685a (papel fosco e com fosforescência amarela a branca) e com preço cotado em R$ 250,00 por exemplar. Efetivamente, após dois anos de procura no mercado filatélico, ainda não encontramos as variedades acima referidas no estado com goma original, conforme emitidos (mint). Só tivemos noticia destes selos no estado de carimbados ou sem goma (lavados). No valor de Cr$ 200,00 encontramos, porem, selos mint na variedade em papel fosco com fosforescência cinza claro.
Através de pesquisa realizada, pode-se afirmar que é bastante fácil alterar a cor da fosforescência dos selos de papel fosco de tonalidade “gelo” para “ amarela” através de lavagem ou manipulação com algum agente químico o que nos faz acreditar que para estas variedades o estado de novo e com goma original (mint) é condição importante para garantia de autenticidade. Mesmo assim sugere-se que os filatelistas interessados nestas variedades ,quando o valor cobrado é elevado,tomem o cuidado de exigir perícia e “Certificado de Autenticidade” por parte do vendedor.Estas peças carimbadas ou novas lavadas são, em geral, suspeitas.
Por outro lado, a alteração por lavagem química, nas variedades de papel fosco com fosforescência “amarela a branca” para “gelo” é praticamente impossível.
Assinalamos que em nossas pesquisas dos estoques disponíveis encontramos no selo de Cr$ 5000,00 (formigueira) também variedades de papeis foscos com fosforescência cinza claro e com moldura cinza claro(pouco delineada) sobre fosforescência gelo (U.V.),bem como a variedade composta por conjunto(par)das duas variedades anteriores, estas reportadas no site filatélico www.marcuzzifilatelia.com .
Surgiu recentemente no mercado também variedade de Cr$ 100,00 (Erytrina) composta por conjunto (par) em papel fosco com um selo na tonalidade de fosforescência “gelo” e outro “amarelo” (RHM: 682a+682b). Para este tipo de peça, como já colocado anteriormente, sugere-se cautela, quando o valor cobrado é elevado.
Em alguns valores desta série existem ainda diversas variedades de tonalidade de cores e pequenos defeitos de chapa que se repetem sistematicamente em algumas folhas sempre na mesma posição de linha e coluna.
Finalizamos a 1ª parte deste trabalho pedindo a colaboração, através de informações, por parte dos filatelistas interessados nesta série, a qual precisa ser ainda mais bem estudada e analisada e que certamente poderá apresentar gratas surpresas com a descoberta de variedades ora desconhecidas.
Com a ajuda e colaboração de outros filatelistas, na segunda parte deste trabalho procuraremos fornecer informações mais consolidadas sobre a classificação e grau de raridade das variedades desta série.
Colaboraram neste trabalho os filatelistas César Augusto De Souza Procopio do Rio de Janeiro e Antonio Paulo Ribeiro de Porto Alegre.