REINVENTAR A FILATELIA

Revista COFI, janeiro/março 2005
por Cláudio Queiroz -Conselho Editorial

 

Reinventar a Filatelia. Esta foi a recomendação do presidente da Associação Mundial para o Desenvolvimento da Filatelia – AMDF, na reunião realizada em 27 de janeiro deste ano, em Berna, Suíça, oportunidade em que foram definidas as metas de atuação da entidade, pra o período 2005-2008.

O presidente da AMDF, Luís Andrade, alegou: “para reinventar a Filatelia será necessário ser capaz de compreender o mundo de hoje, os seus valores, as suas motivações, os seus símbolos, as suas preferências e as suas expectativas. Só assim será possível criar produtos que responderão às necessidades da população e aos interesses dos jovens...”. A Administração Postal da França, em apoio à proposta do presidente da AMDF, afirmou a necessidade de renovar o mercado filatélico, orientando o negócio para a juventude e destacando que o selo deve permanecer como um vetor da cultura e da identidade de um país.

Reinventar a Filatelia é um exercício que demandará um grande esforço não só dos Correios, mas de todos aqueles que compõem a Filatelia organizada, ou seja: os clubes as federações, o comércio filatélico e os próprios filatelistas. A constante preocupação de todos os Correios deve ser a de formar novos colecionadores, sempre com criatividade pioneirismo.

Os Correios do Brasil têm dispensado especial atenção ao segmento infanto-juvenil, pois sempre destacou o selo postal como instrumento de educação e de difusão da história e da cultura nacional. Hoje, o nosso compromisso na busca por novos talentos se materializa no apoio à realização de exposições filatélicas e no desenvolvimento de ações que premiem os jovens que se dedicam à salutar tarefa de colecionar selos.

A utilização do selo como fonte de pesquisa, premissa básica do projeto Correios nas Escolas, se faz presente nos selos brasileiros, uma vez que estes abordam diversos campos do conhecimento e incentivam os alunos a utilizar os selos no contexto de seus trabalhos escolares.

Um dos aspectos que se considera importante no contexto da renovação da Filatelia é a criatividade. Nesta edição, destaca-se o trabalho de duas jovens designers da arte de criar selos – Adriana Shibata e Bárbara Duarte, que assinam a emissão 100 Anos do Rotary International. Outro selo de grande expressividade gráfica e artística é o do Cupuaçu. Desta vez, é Cristina Garcez quem contribui para a preservação da diversidade botânica do país, criando uma bela peça filatélica.

Vamos reinventar a Filatelia aprimorando o relacionamento com os colecionadores e adotando soluções criativas, que resguardem os valores culturais e mostrem nos selos o que este país tem de mais bonito. Vamos tornar o selo, além de essencial no porteamento de correspondências, o objeto do desejo dos filatelistas. Vejam os belos selos desta edição.

 



 
100 Anos do Rotary International
 
Cupuaçu
 
 
 
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