Reinventar a Filatelia. Esta foi a recomendação
do presidente da Associação Mundial para o
Desenvolvimento da Filatelia – AMDF, na reunião
realizada em 27 de janeiro deste ano, em Berna, Suíça,
oportunidade em que foram definidas as metas de atuação
da entidade, pra o período 2005-2008.
O presidente da AMDF, Luís Andrade, alegou: “para
reinventar a Filatelia será necessário ser
capaz de compreender o mundo de hoje, os seus valores, as
suas motivações, os seus símbolos,
as suas preferências e as suas expectativas. Só
assim será possível criar produtos que responderão
às necessidades da população e aos
interesses dos jovens...”. A Administração
Postal da França, em apoio à proposta do presidente
da AMDF, afirmou a necessidade de renovar o mercado filatélico,
orientando o negócio para a juventude e destacando
que o selo deve permanecer como um vetor da cultura e da
identidade de um país.
Reinventar a Filatelia é um exercício que
demandará um grande esforço não só
dos Correios, mas de todos aqueles que compõem a
Filatelia organizada, ou seja: os clubes as federações,
o comércio filatélico e os próprios
filatelistas. A constante preocupação de todos
os Correios deve ser a de formar novos colecionadores, sempre
com criatividade pioneirismo.
Os Correios do Brasil têm dispensado especial atenção
ao segmento infanto-juvenil, pois sempre destacou o selo
postal como instrumento de educação e de difusão
da história e da cultura nacional. Hoje, o nosso
compromisso na busca por novos talentos se materializa no
apoio à realização de exposições
filatélicas e no desenvolvimento de ações
que premiem os jovens que se dedicam à salutar tarefa
de colecionar selos.
A utilização do selo como fonte de pesquisa,
premissa básica do projeto Correios nas Escolas,
se faz presente nos selos brasileiros, uma vez que estes
abordam diversos campos do conhecimento e incentivam os
alunos a utilizar os selos no contexto de seus trabalhos
escolares.
Um dos aspectos que se considera importante no contexto
da renovação da Filatelia é a criatividade.
Nesta edição, destaca-se o trabalho de duas
jovens designers da arte de criar selos – Adriana
Shibata e Bárbara Duarte, que assinam a emissão
100 Anos do Rotary International. Outro selo de grande expressividade
gráfica e artística é o do Cupuaçu.
Desta vez, é Cristina Garcez quem contribui para
a preservação da diversidade botânica
do país, criando uma bela peça filatélica.
Vamos reinventar a Filatelia aprimorando o relacionamento
com os colecionadores e adotando soluções
criativas, que resguardem os valores culturais e mostrem
nos selos o que este país tem de mais bonito. Vamos
tornar o selo, além de essencial no porteamento de
correspondências, o objeto do desejo dos filatelistas.
Vejam os belos selos desta edição.